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		<title>História da arrogância. Psicologia e limites do desenvolvimento humano</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 23:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[A vida, o mundo e as culturas atuais]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo e ou egocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares transformadores sobre a vida]]></category>

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		<description><![CDATA[História da arrogância. Psicologia e limites do desenvolvimento humano Luigi Zoja Fruto de oito anos de estudos, o livro &#8220;História da arrogância&#8221; discute o tema do crescimento ilimitado da civilização ocidental, que gerou um perigoso acúmulo de culpa inconsciente e uma sociedade em que as coisas triunfam sobre as pessoas. O tema central do livro é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=359&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>História da arrogância. Psicologia e limites do desenvolvimento humano</p>
<p><img src="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/11/112708-2314-histriadaar1.png?w=468" alt="" /></p>
<p>Luigi Zoja</p>
<p>Fruto de oito anos de estudos, o livro &#8220;História da arrogância&#8221; discute o tema do crescimento ilimitado da civilização ocidental, que gerou um perigoso acúmulo de culpa inconsciente e uma sociedade em que as coisas triunfam sobre as pessoas.</p>
<p>O tema central do livro é a hýbris (arrogância) e seu castigo inevitável. O autor desenvolve o conceito de Limite a partir da Grécia clássica: os antigos gregos acreditavam que o &#8220;pecado&#8221; da arrogância (quere ultrapassar os limites impostos pelos deuses aos homens) era duramente punido por Nêmesis, deusa da justiça.</p>
<p>A profunda análise dos antigos textos gregos, na primeira metade do livro, é seguida por um estudo das narrativas ocidentais sobre os castigos impostos a quem quebra o Limite: o Gênese bíblico, oInferno de Dante e O Aprendiz de feiticeiro de Goethe.</p>
<p>Na última parte do livro, Zoja ressalta a importância da análise psicológica para compreendermos o fenômeno do crescimento desenfreado da civilização atual até hoje discutido somente sob os pontos de vista científico e técnico.</p>
<p>Neste livro ricamente instrutivo e de forte sensibilidade, Luigi Zoja mostra a milenas negação dos limites e nos convida a refletir sobre os caminhos da nossa civilização neste novo milênio.</p>
<p> </p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/11/historia-da-arrogancia-prefacio.doc">CLIQUE AQUI E LEIA DO PREFÁCIO ESCRITO POR ROBERTO GAMBINI</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/escoladeser.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/escoladeser.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/escoladeser.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/escoladeser.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/escoladeser.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/escoladeser.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/escoladeser.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/escoladeser.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/escoladeser.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/escoladeser.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/escoladeser.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/escoladeser.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/escoladeser.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/escoladeser.wordpress.com/359/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=359&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Preconceito de professores é entrave para ensino de história afro-brasileira, aponta educadora</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 20:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Formal]]></category>
		<category><![CDATA[Elitismo]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas Públicas]]></category>
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		<category><![CDATA[Respeito às diferenças]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Agência Brasil  Manaus &#8211; Por preconceito e falta de interese pela temática racial a maioria dos educadores não leva adiante a determinação federal de colocar em prática na sala de aula o ensino da história e da cultura afro-brasileiras. A opinião é da professora da Rede Municipal de Ensino de Manaus, Ana de Oliveira. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=357&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da Agência Brasil
</p>
<p> Manaus &#8211; Por preconceito e falta de interese pela temática racial a maioria dos educadores não leva adiante a determinação federal de colocar em prática na sala de aula o ensino da história e da cultura afro-brasileiras. A opinião é da professora da Rede Municipal de Ensino de Manaus, Ana de Oliveira.</p>
<p>&#8220;Nós, professores, temos recebido apoio do governo federal e das secretarias [estaduais e municipais]de Educação para trabalhar o tema em sala de aula. Falta agora a iniciativa de cada professor. Trata-se de um processo de mão dupla, onde os governos fazem a lei, dão o incentivo e os educadores devem corresponder fazendo a sua parte&#8221;, afirmou a educadora. </p>
<p>&#8220;Do contrário, a Lei estará sempre engavetada&#8221;, completou Ana, referindo-se a Lei 10.639 que, desde 2003, estabelece a obrigatoriedade do no país do ensino da história e cultura afro-brasileiras nas escolas públicas e particulares do Ensino Fundamental e Médio.</p>
<p>Também para Lenize Martins, diretora da Escola Municipal Professora Percília do Nascimento Souza, localizada na zona Oeste de Manaus, o preconceito é o maior entrave a aplicação da lei e o papel da escola é combatê-lo. </p>
<p>&#8220;Vivemos uma época onde é preciso reconhecer que o preconceito racial existe e ultrapassá-lo. O trabalho pesado feito pelos primeiros negros no Brasil não é reconhecido como base para o início da construção da sociedade brasileira. Toda escola é formadora de opiniões e local de cidadania. Nesse sentido, tem papel fundamental para o esclarecimento sobre as diferenças existentes na sociedade e para a extinção de preconceitos&#8221;, apontou a gestora.</p>
<p>Ela conta que, para conscientizar alunos e a comunidade local sobre a importância de conhecer e valorizar a história e a cultura afro-brasileira, a escola decidiu esse ano mudar a forma de abordar o Dia da Consciência Negra, celebrado na próxima quarta-feira (20).</p>
<p>Há vários dias, os aproximadamente 500 alunos, do 1º ao 5º ano da escola, estão sendo mobilizados para apresentar uma série de pesquisas sobre os costumes, o vocabulário, a culinária e a influência do negro no Brasil numa feira cultural aberta à comunidade. De acordo com Lenize, a iniciativa representa uma ação localizada, mas que pretende contribuir para o cumprimento da Lei 10.639 promover a discussão sobre a questão racial na sociedade.</p>
<p>&#8220;Até o ano passado, o Dia da Consciência Negra, era trabalhado apenas como hora cívica. Estamos ampliando o tratamento desse assunto na escola e este ano decidimos fazer um evento maior. Pais, pessoas da comunidade e outros estudantes interessados também poderão participar. Nossa escola estará de portas abertas e com isso esperamos contribuir para uma melhor divulgação do assunto&#8221;, concluiu.</p>
<p>Em todo o estado do Amazonas, há cinco anos, é realizada a Semana da Consciência Negra, que reúne diversas atividades relacionadas às questões afro-brasileiras. As ações são realizadas de forma coletiva por entidades representadas no Fórum Permanente de Afro-Descendentes do Estado (Fopaam).</p>
<p>Segundo a entidade, estima-se que pelo menos 30% da população amazonense seja de descendência negra.
</p>
<p>Fonte: UOL educação &#8211; <a href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/11/18/ult105u7278.jhtm">http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/11/18/ult105u7278.jhtm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/escoladeser.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/escoladeser.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/escoladeser.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/escoladeser.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/escoladeser.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/escoladeser.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/escoladeser.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/escoladeser.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/escoladeser.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/escoladeser.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/escoladeser.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/escoladeser.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/escoladeser.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/escoladeser.wordpress.com/357/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=357&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Os blogs crescem e há quem não goste</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 20:35:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 11/11/2008     Em julho, o blogueiro Jason Calacanis anunciou sua aposentadoria da blogosfera. Calacanis, co-fundador da rede de blogs Weblogs Inc, podia ser definido como blogueiro de sucesso. Era respeitado e admirado na blogosfera. Por isso, a decisão de deixar a vida blogueira causou espanto. Não que tenha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=356&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 11/11/2008    
</p>
<p><img src="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/11/112708-2035-osblogscres1.gif?w=468">Em julho, o blogueiro <a href="http://calacanis.com/">Jason Calacanis</a> anunciou sua aposentadoria da blogosfera. Calacanis, co-fundador da rede de blogs Weblogs Inc, podia ser definido como blogueiro de sucesso. Era respeitado e admirado na blogosfera. Por isso, a decisão de deixar a vida blogueira causou espanto. Não que tenha abandonado de vez a internet: Calacanis continua a expor suas opiniões em uma lista de e-mail – basta se inscrever na newsletter para receber as suas mensagens.
</p>
<p>A saída da blogosfera foi definida por ele como &#8220;a decisão certa para mim e para a minha família&#8221;. Mais adiante, o ex-blogueiro revelou sua frustração. &#8220;Blogar virou algo simplesmente muito grande, muito impessoal; falta a intimidade que me levou a isso&#8221;, resumiu. Calacanis cansou da pressão para se manter na lista dos principais personagens da blogosfera, e de ter que manter seu blog tão impessoal para conseguir a proeza. Há alguns anos, quando poucas pessoas blogavam, era fácil ser uma celebridade da internet; hoje, isso exige trabalho árduo. &#8220;A blogosfera está tão carregada, tão polarizada, e tão cheia de gente com ódio que simplesmente não vale mais a pena&#8221;, lamenta ele.
</p>
<p>Referência
</p>
<p>O exemplo de Calacanis serve como atestado de óbito da blogosfera como espaço alternativo? A revista britânica Economist [6/11/08] afirma que o blog virou mainstream. Há pouco tempo, blogar significava publicar, em uma pagina de internet, textos, fotos e vídeos, principalmente sobre a vida do blogueiro, para um público formado, em grande parte, por amigos e parentes. Hoje, sem se dar conta, muito mais gente faz isso. Internautas que criam perfis em redes sociais, como Facebook, MySpace e Orkut, acabam se tornando blogueiros. Além disso, viraram os febre serviços de microblogging, como o Twitter, que recriam o imediatismo e a sensação de intimidade dos primeiros blogs. As mensagens do Twitter, que podem ser enviadas de telefones celulares, devem ter até 140 caracteres. Para explicar o propósito, o Twitter tem como mote a pergunta &#8220;O que você está fazendo?&#8221;.
</p>
<p>Já os blogs tradicionais, diz a Economist, tendem a virar páginas de organizações de mídia convencionais. Quase todo jornal, emissora de TV e rádio tem agora um sítio de internet e, dentro dele, vários blogs de jornalistas e colaboradores. Nas últimas eleições presidenciais americanas, blogs profissionais como o liberal HuffingtonPost (4,5 milhões de visitantes em setembro) e o conservador FreeRepublic (1 milhão de visitantes) tiveram grande destaque.
</p>
<p>Empresas fora do setor jornalístico também passaram a ver na blogosfera uma ótima ferramenta de negócios. Companhias de todos os tipos usam essas páginas para passar ao público mensagens corporativas e para se comunicar com seus funcionários. Firmas especializadas em ferramentas para blogs vêem estas empresas como seu mercado mais promissor.
</p>
<p>O Weblogs, de Jason Calacanis, foi vendido para o portal AOL. O Blogger, outro serviço do tipo, agora pertence ao Google. Seu fundador, Evan Williams, hoje dirige o Twitter, que define como &#8220;o futuro&#8221;. E é esta magnitude que passou a incomodar alguns dos mais antigos blogueiros. Eles não podem negar, entretanto, que a blogosfera se tornou um espaço versátil e que o ato de blogar provou-se bastante útil.
</p>
<p>
 </p>
<p>FONTE: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA &#8211; http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=511MON001</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/escoladeser.wordpress.com/356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/escoladeser.wordpress.com/356/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/escoladeser.wordpress.com/356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/escoladeser.wordpress.com/356/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/escoladeser.wordpress.com/356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/escoladeser.wordpress.com/356/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/escoladeser.wordpress.com/356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/escoladeser.wordpress.com/356/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/escoladeser.wordpress.com/356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/escoladeser.wordpress.com/356/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/escoladeser.wordpress.com/356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/escoladeser.wordpress.com/356/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/escoladeser.wordpress.com/356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/escoladeser.wordpress.com/356/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=356&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Erros disseminados pela Internet</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 20:21:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Fofocas e boatos]]></category>
		<category><![CDATA[Internet e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo da internet]]></category>
		<category><![CDATA[Superficialidade no tratamento dos temas]]></category>

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		<description><![CDATA[Enciclopédia de erros destila o pior da blogosfera Por Luiz Weis em 13/2/2007 Não é novidade, nem exagero, que a informação na internet muitas vezes é um alimento impróprio para consumo. Nos blogues, quando não é o blogueiro, são os leitores que escrevem com a maior sem-cerimônia aquilo que acham que é verdade, ou, preferivelmente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=354&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enciclopédia de erros destila o pior da blogosfera
</p>
<p>Por Luiz Weis em 13/2/2007
</p>
<p><img src="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/11/112708-2021-errosdissem1.gif?w=468">Não é novidade, nem exagero, que a informação na internet muitas vezes é um alimento impróprio para consumo. Nos blogues, quando não é o blogueiro, são os leitores que escrevem com a maior sem-cerimônia aquilo que acham que é verdade, ou, preferivelmente, que gostariam que fosse verdade.
</p>
<p>É certo que os disseminadores de informações falsas não formam maioria. Mas o seu número e a freqüência com que se manifestam são suficientemente grandes para sustentar a hipótese de que, apesar de tudo, os fatos estão mais bem servidos na mídia convencional do que na web – mesmo desconsiderando o que circula em sites de relacionamento como o Orkut e de expressão pessoal, como MySpace e YouTube.
</p>
<p>É certo também que nem todos os erros ficam para todo o sempre sem correção. Mas a regra geral parece ser a de que é mais fácil sair uma informação errada na rede do que a informação errada ser corrigida.
</p>
<p>Autoria identificada
</p>
<p>Outro dia, o leitor de um blog escreveu que a imprensa paulista escondeu o ato de prepotência do prefeito Gilberto Kassab contra um cidadão que se pôs a protestar contra ele num posto de saúde. Ninguém o corrigiu, nem mesmo o blogueiro – porque se ficasse apontando cada inverdade ou meia-verdade nos comentários aos seus artigos provavelmente sobraria pouco tempo para ele próprio escrever. E não se está falando de opiniões ou juízos de valor, mas de fatos objetivos, passíveis de verificação elementar.
</p>
<p>O site talvez mais infestado de erros – e decerto o maior indutor mundial de erros, pelos zilhões de internautas que o procuram a cada dia, tomam por verdade e reproduzem o que ali encontram – é a <a href="http://www.wikipedia.org/">Wikipédia</a>.
</p>
<p>A chamada enciclopédia das novas gerações mereceu matérias de interesse na CartaCapital (&#8220;<a href="http://www.cartacapital.com.br/edicoes/2007/02/431/referencia-fast-food">Referência fast-food</a>&#8220;, edição nº 431, 12/2/2007) desta semana e na Folha de S.Paulo (&#8220;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1202200717.htm">Enciclopédia virtual busca superar Wikipedia</a>&#8220;, para assinantes do jornal ou do provedor UOL) da segunda-feira (12/2).
</p>
<p>A primeira, do editor Antonio Luiz M.C. Costa, é um giro deprimente pela enciclopédia criada em 2001 e que só na versão original, em inglês, tem 1,6 milhão de verbetes. (Ao todo são 4,8 milhões, dos quais 238 mil em português.) &#8220;Abaixo da crítica&#8221; é como Costa classifica boa parte da informação contida no site.
</p>
<p>A segunda matéria, do repórter Eduardo Simões, traz uma boa notícia: vem aí uma enciclopédia virtual – <a href="http://www.citizendium.org/">Citizendium</a> – que pretende fazer direito o que a Wiki (&#8220;rápido&#8221;, em havaiano) faz torto.
</p>
<p>Nesta, qualquer pessoa pode criar e alterar artigos. E esses colaboradores – cerca de 75 mil – podem esconder a sua identidade em pseudônimos. Depois de divulgar uma montanha de barbaridades, Jimmy Wales, o responsável pelo site – que forçou a demissão do antecessor Larry Sanger – criou uma espécie de conselho editorial para separar o lixo do resto. Afirmações duvidosas passaram a vir acompanhadas de uma advertência entre parênteses: &#8220;carece de fontes&#8221;, em português. Há verbetes em que a expressão aparece repetidamente, numa frase depois da outra. &#8220;Paredón&#8221;, em &#8220;ditaduras_cubanas&#8221; é um caso. Impresso, não serviria nem para embrulhar peixe, como se diz nas redações.
</p>
<p>Já o Citizendium – contração de &#8220;compêndio dos cidadãos&#8221;, em inglês – aceita apenas colaborações de autores identificados, cujos textos verão a luz do dia só depois de passar pelo crivo de uma centena e meia (por enquanto) de editores especializados, escolhidos entre os que enviaram currículos por e-mail. O site está em fase de lançamento. O seu criador é o mesmo Larry Sanger, ex-Wikipédia.
</p>
<p>Sem fins lucrativos
</p>
<p>&#8220;Estudar certos verbetes da Wikipedia é pôr em risco tudo o que se aprendeu, se não a sanidade mental&#8221;, escreve Costa.
</p>
<p>Ele exemplifica com um punhado de verbetes, começando por &#8220;ditaduras&#8221;, do qual transcreve trechos breves, mas suficientes para provar que se trata de um bestialógico, onde não se sabia o que é pior: os conceitos ou o português.
</p>
<p>O artigo toca no nervo do problema nessa passagem:
</p>
<p>&#8220;A comunidade da Wikipédia tem uma cultura antiintelectual. Falta respeito para com a perícia e experiência de especialistas e sobra tolerância para com quem os despreza e ridiculariza. Quem tem qualificação, mas pouca paciência, desiste: ao editar artigos sujeitos a qualquer controvérsia, terá de defender exaustivamente suas opiniões contra leigos ineptos, prontos para desfigurar seu trabalho e denunciar suas objeções como `censura´. Se reclamar, receberá um passa-moleque ou um pedido para `cooperar´ com colegas incultos e pouco razoáveis. Muitas pessoas capazes, dispostas a cooperar educadamente com parceiros que fossem racionais, bem informados e bem-intencionados, caíram fora.&#8221;
</p>
<p>É o que a blogosfera tem de pior, destilada num único site.
</p>
<p>Contra isso é que pretende se erguer o Citizendum. &#8220;Sem fins lucrativos&#8221;, informa a reportagem da Folha, a nova enciclopédia &#8220;tem feito pedidos de doações através do seu site e acaba de se associar a uma empresa incubadora de projetos que não visam lucro&#8221;.
</p>
<p>O dinheiro recebido – cerca de 40 mil dólares, disse Sanger à Folha – é pouco para pôr o site no ar. &#8220;Impossível prever&#8221; quando isso acontecerá, reconhece.
</p>
<p>FONTE: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA &#8211; http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=420ENO002</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/escoladeser.wordpress.com/354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/escoladeser.wordpress.com/354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/escoladeser.wordpress.com/354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/escoladeser.wordpress.com/354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/escoladeser.wordpress.com/354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/escoladeser.wordpress.com/354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/escoladeser.wordpress.com/354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/escoladeser.wordpress.com/354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/escoladeser.wordpress.com/354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/escoladeser.wordpress.com/354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/escoladeser.wordpress.com/354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/escoladeser.wordpress.com/354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/escoladeser.wordpress.com/354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/escoladeser.wordpress.com/354/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=354&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>(In)disciplina: questão de entendimento</title>
		<link>http://escoladeser.wordpress.com/2008/11/18/indisciplina-questao-de-entendimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 22:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações individuais]]></category>
		<category><![CDATA[Como ensinar sobre o mundo e a vida]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Maria Salett Biembengut*   Qual o principal problema que vocês enfrentam no ensino? Essa foi a pergunta que fiz a professores e dirigentes de uma escola pública, na qual pretendia promover ações que atendessem aos professores nas questões de natureza metodológica. Por supor que um dos principais problemas dos professores era saber o quê, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=351&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Maria Salett Biembengut*
</p>
<p>
 </p>
<p>Qual o principal problema que vocês enfrentam no ensino? Essa foi a pergunta que fiz a professores e dirigentes de uma escola pública, na qual pretendia promover ações que atendessem aos professores nas questões de natureza metodológica. Por supor que um dos principais problemas dos professores era saber o quê, quanto e como ensinar e avaliar os conteúdos programáticos, elaborei um projeto com a finalidade de contribuir nessas questões.</p>
<p>Para minha surpresa, a resposta rápida e quase unânime foi: indisciplina dos alunos. Afirmaram que a maioria dos alunos não respeitava os professores, conversava durante as aulas, não se interessava por aprender, rabiscava as carteiras, destruía objetos da escola, não utilizava uniforme, saía correndo das salas de aula ou da escola no instante do sinal, dentre outras coisas. Tal resposta deixou-me sem ação. Não me considerava apta para lidar com atitudes ou comportamento dos alunos. O projeto que tinha não se aplicaria nessa escola, ou pelo menos não com a adesão e o interesse dos professores. Mesmo assim, devido ao interesse da direção em implantar o projeto, após essa reunião fui conhecer as instalações físicas da escola.</p>
<p>Ao passar algumas horas na escola para conhecer a estrutura e a dinâmica, algumas coisas chamaram-me a atenção:
	</p>
<p>1.Imagem interna e externa da escola <br />    - pintura das paredes em tom mostarda e já desgastada;<br />    - jardim e várias instalações destruídos; <br />    - sujeira, lixo em diversas instalações;<br />    - salas dos professores, da administração, da coordenação apáticas, sem identidade, sem expressão;
	</p>
<p>2.Atitude de alguns professores <br />    - desleixados em sua aparência física;<br />    - falta de dinamismo em suas aulas permanecendo sentados o tempo todo; <br />    - descaso com a sala na qual descansavam e faziam lanche deixando xícaras de café por todos os lados,  cascas de frutas sobre a mesa, migalhas de lanches pelo chão, pontas de cigarro nos pires;     <br />             &#8211; negligência com o horário caminhando lentamente para as salas, parando na porta para dar continuidade à conversa com o colega e, vez por outra, gritando com os alunos, devido à algazarra, para que  o aguardassem em silêncio;
	</p>
<p>3.Postura de alunos, professores e funcionários ao final das atividades do dia – saíam em disparada, quase todos ao mesmo instante, causando transtorno com manobras de carros em meio à correria de crianças, jovens e adultos.</p>
<p>Essas, dentre outras coisas que observei naquele momento, levaram-me a refletir sobre a questão levantada pelos professores – indisciplina. Mas, o que é indisciplina? Pelo dicionário, indisciplina significa: desordem, desobediência, não cumprimento das normas. Nestes termos, quem não cumpre as normas? O que se entende por desordem, desobediência? Em que óptica? </p>
<p>Para esses professores, os alunos não recebiam a devida educação da família e, portanto, que a atitude deles era reflexo da atitude familiar. Sem dúvida a atitude das pessoas é reflexo da convivência familiar, mas também da convivência com os demais seres do meio em que vivem. Assim, como a escola é parte dessas pessoas, ela tem boas e legítimas razões para  também auxiliar os alunos a terem atitudes que estejam em sintonia com as que a sociedade requer como condição de boa convivência. O que exige uma atitude coerente dos partícipes da escola (professores, funcionários, coordenadores, dirigentes).</p>
<p>A convivência ocorre em ambiente de respeito e cooperação. Não há como conviver socialmente sem que haja normas de conduta. Desse modo, a disciplina precisa ser trabalhada, caso contrário, não há como conviver em harmonia.</p>
<p>Essas observações e reflexões levaram-me a (re)estruturar o projeto e promover algumas ações nessa escola. Passei a entender que, embora necessário, não é suficiente promover cursos de formação continuada de conteúdos e propostas metodológicas, implantar tecnologias, reduzir carga horária de trabalho e melhorar o salário, sem antes buscar meios para que os partícipes da escola tenham um mínimo de respeito às normas de convivência. E mais, é necessário que esses partícipes assumam o que fazem com responsabilidade. Dessa forma, iniciei por sensibilizar a todos, inclusive, os pais sobre a importância dessa postura, e juntos estabelecermos uma série de ações visando promover o prazer e o bem-estar na escola. </p>
<p>Começamos por (re)formar e embelezar o espaço físico, promovendo diversas campanhas – da estética, do verde, do lixo, da limpeza com a coordenação de alunos, pais e professores. A partir de apoio recebido de empresas circunvizinhas e de pais, foi feita a reforma de alguns ambientes e a seguir, a escola foi pintada com cor clara. A campanha do verde junto aos alunos garantiu a formação de jardins. A maioria contribuiu não apenas para trazer plantas de suas casas como também para ajudar a plantá-las. Na campanha da estética, alguns alunos e professores buscaram, inicialmente, aprender algumas regras essenciais e promoveram cursos aos demais alunos e desfiles de moda. A campanha do lixo e da limpeza não apenas sensibilizou a todos sobre a necessidade do respeito ao meio ambiente, como também sobre a importância da reciclagem, promovendo, por exemplo, a  aquisição de vasilhames para a coleta e separação dos materiais a serem reciclados. O estacionamento dos carros passou a ser de ré para facilitar a saída, uma vez que saem todos no mesmo momento, para evitar transtornos e possíveis acidentes.</p>
<p>A mudança da imagem da escola e dos professores, sem dúvida, contribuiu para a imagem dos alunos. O aspecto físico do espaço escolar cor das paredes, sujeiras, móveis ou objetos destruídos, ausência de harmonia e de estética não pode ser fator relevante da falta de disciplina dos dirigentes? E a falta de estética de alguns professores, também, não pode ser considerada desrespeito com aqueles que se espera &#8220;educar&#8221;?</p>
<p>Tenho claro que as escolas públicas não dispõem de recursos suficientes para a manutenção, bem como os professores não recebem salários que lhes permitam se apresentar com vestuário melhor. Mas, entendo que desleixo é questão de atitude. Alguns cuidados simples podem mudar essa condição. O descuido, com certeza, contribui para que o aluno não respeite a estrutura escolar, induzindo-o a dar continuidade destruindo os demais participantes da escola. Como podemos esperar que os alunos respeitem o ambiente escolar, gostem da Escola, tenham interesse por ela se nem mesmo nós temos este respeito, gosto, interesse?</p>
<p>Em meio a esse movimento pela &#8220;identidade&#8221; da escola, procurei promover algumas atividades, como palestras e reuniões, a fim de discutir, dentre outras coisas, sobre como somos reconhecidos. A razão dessas atividades era o problema enfrentado pela escola, com relação às atitudes de alguns professores, como: ausências constantes (apresentando atestado médico), não cumprimento do horário e, ainda, a não promoção de atividades que pudessem estimular os alunos à aprendizagem.  </p>
<p>Sabemos que só aprende quem quer. Assim, o professor precisa estar atento aos meios que permitam &#8220;conquistar&#8221; os alunos a quererem aprender. E ainda, o professor precisa gostar do que faz, gostar do ambiente em que atua. Essas são condições mínimas, no meu entendimento, para ser um partícipe da Escola. Como podemos esperar que os alunos cumpram as tarefas, se não a cumprimos? Como queremos que os alunos aprendam, se não nos esforçamos para buscar meios que os motivem para isso? Como esperamos que eles nos respeitem, se não os respeitamos? E, como estamos sendo reconhecidos por eles?</p>
<p>Na tentativa de amenizar esses problemas,  procurei por meio de palestras e reuniões, refletir sobre a importância de ser reconhecido de forma positiva. Afinal, a forma com que nos apresentamos, expressamos, agimos, mantemos, o ambiente delineia nossa identidade. Somos responsáveis pela imagem que criamos de nós mesmos. Há um dito popular que diz &#8220;que a primeira impressão é a que fica&#8221;. Assim, podemos não ter a oportunidade de causar uma segunda boa impressão. Acredito que é através do olhar do outro que podemos ter ou não o reconhecimento de alunos, familiares, comunidade. Se educar é transferir às gerações o que conhecemos e fazemos, naturalmente os alunos não estão agindo de acordo com o que estamos lhes representando? Será que os alunos não estão mostrando a forma como nos reconhecem?</p>
<p>Essas e tantas outras ações levaram muitos professores, funcionários e dirigentes dessa escola a mudarem a postura em relação à escola; conseqüentemente, a postura de muitos alunos também mudou. Talvez, a promoção da beleza, em sentido amplo, dos participantes da escola seja o caminho para reconhecerem-se e serem reconhecidos.Afirmo que o interesse que temos pelo conhecimento acadêmico advém do interesse pelo que representamos, percebemos e sentimos. 
</p>
<p>
 </p>
<p>*Universidade Regional de Blumenau. salett@furb.br.  
</p>
<p> <br />
 </p>
<p>FONTE: Complexidade e seus reflexos na educação .PGM 2 – No cotidiano escolar &#8211; <a href="http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/cre/pgm2.htm">http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/cre/pgm2.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/escoladeser.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/escoladeser.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/escoladeser.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/escoladeser.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/escoladeser.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/escoladeser.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/escoladeser.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/escoladeser.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/escoladeser.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/escoladeser.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/escoladeser.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/escoladeser.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/escoladeser.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/escoladeser.wordpress.com/351/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=351&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Para terapeuta familiar, caso Eloá revela &#8220;a nossa monstruosidade&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 23:39:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Haroldo Ceravolo Serezado UOL Notícias em São Paulo. 24/10/2008 &#8211; 12h37 Casos como o que ocorreu em Santo André, que resultou na morte da garota Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, após ter sido feita refém durante cem horas pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, de 22, mostram &#8220;a nossa morbidez, a nossa monstruosidade&#8221; na opinião [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=350&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/11/111308-2339-paraterapeu1.gif?w=468">
	</p>
<p>Haroldo Ceravolo Sereza<br />do UOL Notícias em São Paulo. 24/10/2008 &#8211; 12h37
</p>
<p>Casos como o que ocorreu em Santo André, que resultou na morte da garota Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, após ter sido feita refém durante cem horas pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, de 22, mostram &#8220;a nossa morbidez, a nossa monstruosidade&#8221; na opinião do terapeuta familiar Paulo Fernando Pereira de Souza, 41 anos.</p>
<p>Eloá morreu no hospital depois de passar por cirurgias para a retirada de uma bala na cabeça. O seqüestro só acabou depois que a polícia invadiu o apartamento. Na ação, a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, de 15 anos, também saiu ferida. Lindemberg foi preso.</p>
<p>O terapeuta Paulo Fernando é formado pela USP. Trabalhou por mais de dez anos como psicólogo judiciário e, atualmente, faz pós-graduação na PUC-SP estudando a identidade de homens atendidos por políticas sociais na periferia de São Paulo. </p>
<p>Para ele, casos como este não são comuns. Durante os anos em que atuou no Judiciário, afirma nunca ter se deparado com casos de seqüestro por questões afetivas: &#8220;Acompanhei, sim, casos de homens que mataram companheiras&#8221;, diz. &#8220;É comum, e isso a gente acompanha mesmo no consultório, as &#8216;barras&#8217; das relações afetivas serem forçadas até o limite, com ameaças de morte ou de suicídio&#8221;.
</p>
<p>Ainda sobre o caso, Paulo Fernando diz se espantar &#8220;que ninguém tenha vergonha de ver Lindemberg sair sem ferimentos aparentes da cena e depois aparecer com sinais de ter sido espancado, já sob custódia do Estado&#8221;. Leia abaixo a entrevista completa.</p>
<p>UOL &#8211; Qual a sua avaliação geral do caso?<br />Paulo Fernando Pereira de Souza - O que me parece mais importante é observar como emerge nesses momentos uma morbidez, um &#8220;lado negro&#8221; que queremos esconder, em todos os atores. Ele está tanto em quem comete o ato quanto em quem assiste e quem comercializa a situação. Lindemberg torna-se &#8220;monstruoso&#8221;, vemos os pais de Isabela Nardoni como &#8220;monstros&#8221;, mas essa atenção exagerada a essas casos mostra a nossa morbidez, a nossa monstruosidade.
</p>
<p>UOL &#8211; Você está se referindo à cobertura da mídia.<br />Pereira de Souza - Também, a essa redução de tudo ao espetáculo. Há um ditado que diz que as crianças jogam pedra no gato de brincadeira, mas os gatos levam as pedradas a sério. A cobertura da televisão, que entrevista ao vivo o seqüestrador, faz parecer que tudo é uma ficção, mas há vidas em jogo. Essa cobertura pode favorecer, inclusive, o surgimento de novos seqüestros, de pessoas querendo aparecer na televisão também.</p>
<p>UOL &#8211; É possível entender por que fatos assim ocorrem?<br />Pereira de Souza - Fatos assim não são explicáveis por especialistas, muito menos sem contato com o próprio assassino. Não há nada que explique o que ele fez. Sim, Lindemberg teve um comportamento fora do normal, mas qualquer leigo pode dizer isso. Alguém pode dizer que ele estava enlouquecido, mas há muitos loucos que jamais fariam o que ele fez. Essa tentativa de classificar o comportamento dele expressa o desejo de controlar alguma coisa que é, em si, incontrolável. Não há nada que o explique, muito menos que o justifique.
</p>
<p>UOL &#8211; E por que o interesse por esses assuntos, pela imprensa e pelos público, se repete em novos casos? <br />Pereira de Souza - A morbidez de que falei incomoda, mas também atrai. Por isso que ela vende, caso contrário as pessoas não comprariam. É como um acidente de carro: todo mundo diminui a velocidade para ver o que aconteceu. Pode ser até que, por alguns quilômetros, a pessoa passe a dirigir com mais cuidado, por conta do abalo. Mas o fato é que é mais fácil ver um cisco no olho do outro do que uma trava no próprio. Você critica no outro como se fosse um observador imparcial. Mas não há uma posição neutra.</p>
<p>UOL &#8211; Sobre a relação entre os dois, como você avalia o fato de ele ser um jovem adulto e ela uma adolescente?<br />Pereira de Souza - Lindemberg tem 22 anos, e Eloá, 15. Quando eles começaram a namorar, ela tinha 12 anos. Um homem mais velho tem com uma menina mais nova uma posição de superioridade. Uma menina de 15 anos é em geral mais madura que um de 15, mas um de 22 anos deveria ser mais maduro. Ocorre que vivemos num mundo em que os adolescentes se parecem cada vez mais adultos, e os jovens adultos parecem cada vez mais adolescentes. A rigor, uma relação sexual de um maior de 18 com uma menor é ilegal. Há uma disparidade de poder entre os dois. Mas isso é naturalizado, como se fosse normal. Mas é falso pensar que a menina de 15 anos responde sozinha por ela. 
</p>
<p>UOL &#8211; O que esse caso nos diz sobre a relação atual entre homens e mulheres?<br />Pereira de Souza - Nesse ponto de vista, a situação é a mais tradicional possível. Há uma tentativa de dominação clara da mulher pelo homem. Mas não se pode dizer que seja um caso emblemático. Na novela &#8220;A Favorita&#8221;, Leonardo, personagem de Jackson Antunes, espanca a mulher que quer trabalhar fora. Tempos atrás, ele seria um personagem que contaria com simpatia de uma parte do público. Hoje, não mais, ele é caricato. Houve um deslocamento no lugar do poder do homem. Não é mais &#8220;legítimo&#8221;, não é mais aceitável, não há mais complacência com quem espanca ou mata a mulher.</p>
<p>UOL &#8211; Você acompanhou casos semelhantes como psicólogo judiciário?<br />Pereira de Souza - Acompanhei casos de homens que mataram companheiras, mas não em situação parecida. Acho que elas não são tão comuns assim. É comum, e isso a gente acompanha mesmo no consultório, as &#8220;barras&#8221; das relações afetivas serem forçadas até o limite, com ameaças de morte ou de suicídio. O suicídio, por vezes, tem o mesmo sentido da ameaça de morte, ou seja, a de estragar a vida do outro. Isso aparece de forma real e como fantasia. Mas uma coisa é pensar e a outra é fazer. Há uma linha tênue entre uma coisa e outra, mas passar de uma à outra é raro. Nesse sentido, a facilidade de obter uma arma e a situação podem fazer toda a diferença.</p>
<p>UOL &#8211; No UOL, a psicóloga Rosely Sayão diz achar preocupante o fato de <a href="http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/arch2008-10-16_2008-10-31.html">&#8220;nem os policiais (civis e militares, que entraram em confronto na frente do Palácio dos Bandeirantes) nem o seqüestrador demostraram sentir vergonha de seus atos&#8221;</a>. O que você acha dessa afirmação?<br />Pereira de Souza - Concordo plenamente. Para que alguém se exiba, é preciso platéia. E eles se sentem como personagens de um espetáculo. Do mesmo modo, me espanta que ninguém tenha vergonha de ver Lindemberg sair sem ferimentos aparentes da cena e depois aparecer com sinais de ter sido espancado, já sob custódia do Estado. E ninguém fala nada. A polícia pode até achar que fez o melhor que pode, mas não dá para se sentir orgulhosa do resultado. Foi um fracasso. Também não imagino que uma emissora saia comemorando o furo jornalístico de entrevistar Lindemberg durante o seqüestro, porque é a história de uma tragédia.
</p>
<p>A única parte meritória é a doação de órgãos, de resto também explorada como espetáculo pela mídia. Desse &#8220;monte de merda&#8221; brota uma humanidade, um ponto de luz, um momento em que a ação não é voltada para o próprio umbigo, e a gente percebe quantas pessoas, tão distantes umas das outras, são tocadas pela história.</p>
<p>UOL &#8211; E como você vê io surgimento de uma história paralela, da do paí da Eloá, procurado pela polícia de Alagoas?<br />Pereira de Souza - A gente ainda pensa em roteiro de filme de bangue-bangue, de filme de Hollywood de antigamente. Como se o fato de ele ter sofrido um mal significasse que ele tem de estar do lado dos bons, não incorporamos ainda a idéia de personagens ambíguos. O que tem de surpreendente nessa história é a presença de um pai supostamente poderoso e armado, se ele foi mesmo um membro de um grupo de extermínio, como diz a polícia, ser tão complacente diante da idéia de um homem mais velho namorar uma menina de 15 anos, o que contradiz o modelo patriarcal. Ele foi incapaz de proteger a filha. 
</p>
<p>Fonte: UOL NOTICIAS COTIDIANO &#8211; <a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/10/24/ult5772u1248.jhtm">http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/10/24/ult5772u1248.jhtm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/escoladeser.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/escoladeser.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/escoladeser.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/escoladeser.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/escoladeser.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/escoladeser.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/escoladeser.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/escoladeser.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/escoladeser.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/escoladeser.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/escoladeser.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/escoladeser.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/escoladeser.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/escoladeser.wordpress.com/350/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=350&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pesquisas não mentem, mas enganam</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 23:33:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise ética]]></category>
		<category><![CDATA[Função da mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo na/da mídia e suas ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Questionando os padrões dominantes]]></category>
		<category><![CDATA[Superficialidade no tratamento dos temas]]></category>

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		<description><![CDATA[Guilherme Canela de Souza Godoi (*)   Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas. Benjamin Disraeli (1804-1881), estadista inglês Os números não mentem. A hipotenusa é sempre igual a soma dos quadrados dos catetos. Infalível! Com isto você pode construir pontes, casas, carros e pode até passar no vestibular. A matemática, juntamente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=348&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Guilherme Canela de Souza Godoi (*)
</p>
<p>
 </p>
<p>Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas. Benjamin Disraeli (1804-1881), estadista inglês
</p>
<p>Os números não mentem. A hipotenusa é sempre igual a soma dos quadrados dos catetos. Infalível! Com isto você pode construir pontes, casas, carros e pode até passar no vestibular. A matemática, juntamente com a lógica, é uma ciência formal. Em poucas palavras (os filósofos da ciência que me perdoem): você pode dizer, com certeza, se um enunciado matemático (ou lógico) é verdadeiro ou falso. Nas outras ciências (e, aí, provavelmente estou assumindo as teses de Hume) só podemos falar em probabilidades. Com a matemática, não! Dois mais dois são quatro, e este é um enunciado verdadeiro. Ponto final. No mundo não formal, o natural e o humano – talvez mais neste do que naquele – reina a incerteza. Na matemática reina a tranqüilidade (sei que os filósofos, especialmente os teóricos do caos, vão me apedrejar por isso).
</p>
<p>Devido a esta tranqüilidade não é de espantar que os números tenham tanto crédito junto à sociedade. Para o senso comum eles realmente não mentem. Se mostrar um número ou exibir uma tabela, você reina soberano numa discussão. Não há mais o que argumentar: está comprovado numericamente, foi tirada a prova dos noves.
</p>
<p>O jornalismo, atividade que busca incessantemente dar crédito aos seus produtos – notícias e informações – descobriu o poder dos números. E com o passar do tempo intensificou o uso dessa poderosa mágica. Os argumentos são cada vez mais embasados em estatísticas. Aqui e acolá, elas residem nas matérias jornalísticas. Corroboram os conteúdos, conferem status aos títulos. O objetivo final é alcançado: o leitor fica convencido e jornalista emplaca a sua tese. Convencer pessoas é um grande poder.
</p>
<p>Porém, para parafrasear Tio Ben Parker, em Homem Aranha, um &#8220;grande poder deve vir acompanhado de grande responsabilidade&#8221;. E aqui está o nosso problema: se as estatísticas sempre são verdadeiras, o seu uso pelos jornalistas pode ser desprovido de rigor e atenção? Evidentemente, não.
</p>
<p>E daí?
</p>
<p>Números estão inseridos em contextos específicos, por isso o seu mau uso, aliado à percepção de senso comum segundo a qual eles sempre dizem a verdade, pode induzir leitores e telespectadores a acreditarem em teses falsas. Dois comportamentos recentes do jornal Folha de S.Paulo podem exemplificar esta constatação.
</p>
<p>Em 21 de maio, terça-feira, as três primeiras notas da coluna Painel (pág. A4) procuraram derrubar os números exibidos pelo governo federal, que apontavam grande declínio da mortalidade infantil nos anos FHC – queda calculada em 38,3%. Segundo a nota, na década de 80-90 a taxa de mortalidade caiu ainda mais – 41,6%. Diante da contra-argumentação do governo (que o Painel chama de &#8220;argumento oficial&#8221;, mas que poderia ser elaborada por qualquer cidadão com segundo grau completo), segundo a qual quanto mais você derruba a mortalidade, mais difícil fica derrubá-la nos períodos subseqüentes, o jornal tira da cartola o número mágico da queda da mortalidade infantil no período 70-80, de 28%, época em que a taxa de mortalidade era bem maior e que, portanto, no entender dos jornalistas, deveria contar com uma queda superior à apresentada no período FHC.
</p>
<p>A última nota conclui que o argumento apresentado pelo governo não se sustentava diante dos dados obtidos pela Folha. Xeque-mate! Os números não mentem! Será? [Assinantes do provedor UOL podem ver as notas em &lt;http://www.uol.com.br/fsp/brasil/fc2105200201.htm&gt;]
</p>
<p>Realmente a queda da mortalidade infantil no período 70-80 foi de 28%. Número inferior à queda no período FHC, durante o qual a taxa de mortalidade era menor do que no período citado pelo Folha. Mas, e daí? A taxa poderia ser zero no período e o governo continuar tendo razão. Será que os jornalistas responsáveis pelo Painel não pensaram que os governos militares (ainda vigentes no período 70-80) podem não ter movido uma palha para derrubar os índices de mortalidade?
</p>
<p>Não há um teorema que diga que a queda na taxa de mortalidade será sempre menor à medida que os anos passem. É preciso que se tenha feito alguma coisa nos anos anteriores para que ela tenha sido reduzida. Em 24 de maio, a responsável do Ministério da Saúde pela área de saúde da criança respondeu aos números da Folha com um raciocínio semelhante ao acima traçado.
</p>
<p>Conseqüências desastrosas
</p>
<p>Mas os exemplos de malabarismo numérico não param por aí. Em 29 de maio, de posse de dados da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo, a jornalista Cláudia Rolli assina matéria com um título catastrófico – &#8220;Brasil é o segundo do mundo em desemprego&#8221;. Utilizando dados absolutos (ou seja, o número total de desempregados), afirma-se que, nesse quesito, o Brasil só perde para a Índia. Não é à toa que países continentais com grandes populações encabeçam a lista elaborada pela Prefeitura de São Paulo. A jornalista só se esqueceu de mencionar que países com enormes populações estão invariavelmente fadados a &#8220;conquistar&#8221; os primeiros lugares. Por outro lado, quando olhamos para os números porcentuais, o Brasil se encontra em 23º lugar (o que já é horrível, mas não estamos aqui entrando no mérito da questão do desemprego).
</p>
<p>Jornalistas da própria casa perceberam o escorregão da Folha. Clóvis Rossi, em sua coluna diária, criticou logo no dia seguinte a tal matéria (30/5, pág. A2). Que tipo de enquadramento uma notícia como esta pretende passar? Lançando mão de estatísticas quer transformar o problema do desemprego em algo ainda mais tenebroso? Com que propósito? As estatísticas não mentem. Mas escondem. Um dito anônimo sustenta que &#8220;as estatísticas são como um biquíni: o que mostram é sugestivo, mas o que escondem é vital&#8221;. Escondem, por exemplo, que números absolutos não são a mesma coisa que números relativos. É preciso ter cuidado, é preciso ter responsabilidade. [Veja, abaixo, remissão para o comentário do ombudsman da Folha sobre o assunto.]
</p>
<p>A Folha de S.Paulo não é, infelizmente, a única a tropeçar, intencionalmente ou não, no uso das estatísticas. No ano passado, importante pesquisa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância ["Balas perdidas: um olhar sobre o comportamento da imprensa brasileira quando a criança e o adolescente estão na pauta da violência", Brasília: ANDI, AMENCAR e DCA-MJ, s/d.] mostrou que a mídia passa uma imagem extremamente violenta do jovem infrator, induzindo a compreensão de que se trata em geral de um jovem que comete crimes contra a vida e contra as pessoas. Não obstante, os dados estatísticos da realidade (e não da realidade vista através da mídia) salientam que os crimes cometidos por adolescentes não alcançam 10% do total de delitos; e que a maioria deles é composta por furtos, sem, portanto, haver agressão à pessoa [leia comentário do ombusman Folha sobre a pesquisa da ANDI, remissão abaixo].
</p>
<p>Que tipo de agenda o enquadramento da mídia coloca? Uma agenda que pode levar a uma redução da maioridade penal? Esta agenda resistiria a uma análise mais atenta dos dados?
</p>
<p>Estas são algumas caricaturas acerca de como o uso dos números pode distorcer mais do que elucidar. Pode pautar uma agenda com conseqüências desastrosas para a sociedade. Pode embasar teses que não se sustentariam se os dados fossem tratados com maior responsabilidade.
</p>
<p>Os números não falam por si, nós falamos por intermédio deles. Eles não mentem. Eles não erram. Mas, e nós?
</p>
<p>
 </p>
<p>(*) Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília; e-mail <a href="mailto:gcanela@uol.com.br">gcanela@uol.com.br</a>
	</p>
<p>
 </p>
<p>FONTE: Observatório da Imprensa &#8211; http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/iq050620022.htm</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/escoladeser.wordpress.com/348/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/escoladeser.wordpress.com/348/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/escoladeser.wordpress.com/348/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/escoladeser.wordpress.com/348/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/escoladeser.wordpress.com/348/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/escoladeser.wordpress.com/348/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/escoladeser.wordpress.com/348/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/escoladeser.wordpress.com/348/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/escoladeser.wordpress.com/348/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/escoladeser.wordpress.com/348/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/escoladeser.wordpress.com/348/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/escoladeser.wordpress.com/348/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/escoladeser.wordpress.com/348/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/escoladeser.wordpress.com/348/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=348&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A crise financeira e o dia-a-dia do cidadão</title>
		<link>http://escoladeser.wordpress.com/2008/11/13/caindo-na-real/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 23:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise ética]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Elitismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo e ou egocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Caindo na real PAUL SINGER ESPECIAL PARA A FOLHA O economista Paul Singer explica como a crise financeira contamina o dia-a-dia do cidadão e propõe soluções para evitar seus efeitos É nos momentos de crise financeira que a opinião pública se volta a este tema: como se relacionam o mundo financeiro, com suas vicissitudes especulativas, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=345&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caindo na real</p>
<p>PAUL SINGER<br />
ESPECIAL PARA A FOLHA</p>
<p><em>O economista Paul Singer explica como a crise financeira contamina o dia-a-dia do cidadão e propõe soluções para evitar seus efeitos</em></p>
<p>É nos momentos de crise financeira que a opinião pública se volta a este tema: como se relacionam o mundo financeiro, com suas vicissitudes especulativas, e o mundo da economia real.<br />
São dois mundos distintos: no primeiro circulam valores monetários que são créditos; no segundo circulam bens e serviços que satisfazem necessidades de seres humanos.<br />
Estes últimos são mercadorias -produtos destinados à venda, sendo também valores monetários. A diferença entre ativos financeiros e mercadorias é que os primeiros são virtuais, só valem como promessas de ganhos futuros, enquanto os últimos são reais, prontos para serem utilizados ou consumidos.<br />
As finanças prestam serviços à economia real: recebem em depósito a poupança de entidades (famílias, empresas e governos) e lhes oferecem empréstimos. Bancos, fundos e congêneres recolhem o dinheiro sobrante dessas entidades, que têm poupanças, e o emprestam a outras, que necessitam de dinheiro.<br />
O que efetivamente importa é que os bancos podem emprestar mais dinheiro do que Cheques e cartões eletrônicos são ordens de captaram do público ou de outros intermediários. Eles podem fazer isso porque gozam de crédito por parte do público, que aceita em pagamento transferências de depósitos bancários.<br />
pagamento que o cliente do banco emite para que as dívidas que ele faz em lojas, restaurantes etc. sejam pagas pelo seu banco.<br />
A grande maioria das transações dos agentes da economia real é liqüidada por meios de pagamento bancários. Só transações de pouco valor são liqüidadas por meio da moeda oficial emitida pelo Banco Central ou pelo Tesouro do governo nacional.<br />
O valor dos créditos concedidos por um banco durante um período não tem que equivaler ao valor novo depositado por clientes que poupam; pode ser maior, igual ou menor.<br />
Quando é maior, o banco criou mais meios de pagamento do que absorveu.<br />
Ao conceder um crédito a um cliente, o banco acrescenta o valor do crédito ao depósito do cliente. Este usa o cartão de crédito ou cheque para transferir o valor acrescentado ao seu saldo aos seus fornecedores de equipamentos, instalações, matérias-primas etc., que são os elementos materiais do seu investimento. Os fornecedores depositam imediatamente o dinheiro recebido em suas contas bancárias.<br />
Quando todos os bancos, no afã de ganhar mais, ampliam os empréstimos a agentes da economia real, os depósitos em todos eles aumentam, na medida em que os créditos fluem das contas dos devedores às dos credores.</p>
<p>Euforia contagiante<br />
O efeito importante é sobre a economia real, que se expande à medida que os investimentos crescem. A expansão se auto-alimenta, pois os desempregados que conseguem trabalho aumentam os gastos, o que suscita novos investimentos, a ampliação da produção e a criação de mais empregos.<br />
Os bancos ganham dinheiro fazendo empréstimos, pelos quais cobram juros. Os serviços que prestam aos depositantes só lhes dão despesas. Os bancos precisam dos depósitos dos poupadores porque constituem o lastro dos empréstimos que fazem.<br />
O Banco Central exige que os bancos mantenham certa proporção de seus depósitos à vista em moeda oficial, que serve para cobrir eventuais saques dos depositantes.<br />
Além disso, os bancos são obrigados a deixar no Banco Central uma proporção maior dos seus depósitos, o que limita sua capacidade de conceder novos empréstimos.<br />
Dessa forma, o Banco Central evita que o crescimento da economia real ultrapasse certo limiar, a partir do qual ele teme que pressões inflacionárias se intensifiquem.<br />
A fase de alta do ciclo se origina mais freqüentemente na economia real do que no âmbito financeiro. Ela é desencadeada geralmente por inovações tecnológicas de grande impacto sobre a produção ou o consumo ou por políticas de transferência de rendimentos à população mais pobre.<br />
Tanto a realização de inovações tecnológicas como o aumento dos gastos dos beneficiários da redistribuição exigem investimentos vultosos.<br />
As empresas que investem aumentam a demanda por empréstimos, o que normalmente evoca resposta favorável dos bancos e fundos. A alta cíclica da economia real entusiasma os banqueiros, convictos de que os riscos de que os empréstimos deixem de ser pagos se tornaram insignificantes.<br />
À medida que as expectativas otimistas se realizam, o entusiasmo cresce, até se tornar euforia, que é contagiante.</p>
<p>Batendo no teto<br />
Enquanto o potencial das inovações tecnológicas ou das políticas redistributivas não estiver esgotado, a fase de alta do ciclo se eleva cada vez mais. Até que ela bate num teto.<br />
Este pode ter por causa a expansão insuficiente da oferta de mercadorias, limitada por pontos de estrangulamento, de modo que a pressão da demanda resulta em aumentos de preços. O perigo de inflação pode levar o Banco Central a abortar a alta cíclica por meio da elevação dos juros.<br />
Ou o teto em que bate a alta pode ser a superprodução de mercadorias diante da saturação da demanda.<br />
Esse foi o caso da bolha imobiliária, cujo estouro originou a atual crise financeira. A demanda por habitação costuma ser grande, mas, quando finalmente se esgota, a quantidade de construções em andamento está no auge.<br />
Interrompê-las pode ser extremamente custoso, mas levá-las a cabo implica em mais investimentos numa mercadoria que, quando pronta, provavelmente se tornará invendável, a não ser que seja liqüidada por preço muito abaixo do custo.<br />
O estouro de uma bolha imobiliária atinge em cheio as finanças porque empréstimos hipotecários têm elevada garantia material -qual seja, os próprios imóveis.<br />
Até a bolha atingir seu apogeu, esse setor atrai enorme quantidade de dinheiro, a ser emprestado às famílias que adquirem a casa própria. Quando a oferta de residências ultrapassa a demanda solvável, o preço tanto dos terrenos como das construções despenca, acarretando grandes prejuízos aos incorporadores e a quem os financia.<br />
Nos EUA, durante a euforia, instituições financeiras fizeram empréstimos à população de baixa renda, tomando por base o valor crescente dos imóveis que estavam comprando.<br />
Esses créditos foram em seguida vendidos ao público pelas instituições financiadoras, que os empacotaram com outros títulos, numa manobra conhecida como &#8220;diluição de riscos&#8221;.<br />
A operação foi um sucesso: títulos no valor de muitos bilhões de dólares foram adquiridos por numerosos bancos de investimento, não só dos EUA, mas também da Europa.<br />
Quando a bolha estourou e os preços das residências sofreram forte queda, eles ficaram menores que as dívidas hipotecárias assumidas por milhões de famílias pobres. O prejuízo causado pelo estouro da bolha foi assim colocado sobre os ombros de quem menos podia suportá-lo.<br />
Os devedores deixaram de honrar suas dívidas, arriscando-se a perder suas casas e apartamentos, cada vez mais desvalorizados. O prejuízo bilionário da crise imobiliária voltou então ao colo dos bancos, que também se mostraram incapazes de suportá-lo. Um grande banco norte-americano faliu e diversos outros foram provisoriamente estatizados, tanto na América do Norte como na Europa.<br />
O que está ocorrendo ilustra bem como uma crise na construção de residências -portanto, na economia real- provoca uma crise que rapidamente atinge a maioria dos intermediários financeiros no mundo todo, com a conseqüente desaparição do crédito à economia real.<br />
Uma crise setorial e nacional, ao contaminar as finanças mundiais, poderá, se não for debelada logo, lançar a economia real numa recessão global.<br />
Neste momento, os Estados nacionais estão empenhados em evitar esse desenlace, mas, apesar dos bilhões que estão sendo injetados nos bancos, o pânico ainda não cedeu.<br />
A globalização financeira, produto da liberdade total de circulação dos capitais sobre as fronteiras nacionais de numerosos países, corrói o poder do Estado nacional sobre as finanças do seu país.<br />
O sistema financeiro impõe seus interesses, pois, se o governo os ferir, ele se retira do país, comprando dólares e euros com a moeda nacional, que por isso se desvaloriza.<br />
Isso faz com que as importações encareçam e a produção e o emprego despenquem, pela falta de crédito.<br />
Trata-se de circunscrever a crise financeira, para evitar que ela venha a paralisar a economia real, o que teria graves conseqüências sociais e políticas, pois ela começa por lançar no desemprego e, logo mais, na miséria uma parcela substancial da sociedade.<br />
Uma crise da economia real é muito mais difícil de reverter por políticas de Estado, porque seria necessário criar novas atividades capazes de reinserir milhões de pessoas na economia mediante políticas de fomento e incentivo que somente poderão ser definidas por um processo prolongado de tentativa e erro.<br />
A grande crise de 1929 levou uma década para ser superada e, mesmo assim, graças ao &#8220;auxílio&#8221; de uma guerra mundial.</p>
<p>Reformulação<br />
A crise da economia real poderá ser prevenida desde que sejam adotadas políticas capazes de resolver em curto prazo a crise financeira e que lancem os fundamentos de uma nova estrutura institucional, capaz de evitar novas crises financeiras no futuro.<br />
O Estado deveria se apossar dos bancos falidos e só então reabilitá-los com recursos do Tesouro. Se os bancos continuarem privados, é provável que o dinheiro público injetado neles seja entesourado, o que faria o pânico perdurar.<br />
O primeiro passo deve ser a restauração da autoridade do governo nacional sobre o sistema financeiro, o que exige a revogação da liberdade dos capitais especulativos de curto prazo de entrar e sair de qualquer país, aproveitando as vicissitudes do jogo especulativo.<br />
Além disso, é imperativo multiplicar o número e o poder dos bancos públicos, pois, não tendo a preocupação de revelar lucros elevados em cada balancete trimestral, eles podem devotar seus recursos ao interesse público, escapando do pânico que traz a recessão.<br />
O governo federal conta apenas com os bancos públicos em sua luta para restaurar a oferta de crédito e preservar o ritmo de desenvolvimento do país.<br />
Finalmente, o mercado de capitais teria de ser reformulado, tendo em vista não só coibir a especulação, mas também reconstruir os laços entre o investidor privado e o empreendimento em que ele é sócio.<br />
Para viabilizar isso, seria necessário limitar o número de sócios de cada firma, para que cada um possa participar efetivamente da administração dela, pelo menos na condição de membro de uma assembléia de acionistas com influência real sobre a empresa.<br />
Só assim a distribuição do excedente social entre os setores da economia deixaria de ser feita em alucinantes leilões diários de ações, em que todos procuram a valorização imediata de seu dinheiro, pois, como todos sabem, &#8220;time is money&#8221;.</p>
<p>PAUL SINGER é professor titular da Faculdade de Economia e Administração da USP e secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO,  02 de novembro de 2008.</p>
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		<title>Da reação de saponificação à redenção</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 19:50:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(&#8230;) Chegando em casa, fui pesquisar. Depois de muitas pesquisas, achei uma frase que me chamou muito a atenção: “as cinzas são ricas em alguns óxidos metálicos, tais como óxido magnésio, óxido de cálcio, dentre outros”. Bingo!!! Por isso é possível fazer sabão com cinzas. Devido às cinzas serem ricas em óxidos metálicos. Estes óxidos têm [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=313&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<h3 style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;">(&#8230;) Chegando em casa, fui pesquisar. Depois de muitas pesquisas, achei uma frase que me chamou muito a atenção: “as cinzas são ricas em alguns óxidos metálicos, tais como óxido magnésio, óxido de cálcio, dentre outros”. Bingo!!! Por isso é possível fazer sabão com cinzas. Devido às cinzas serem ricas em óxidos metálicos. Estes óxidos têm características ALCALINAS e quando entram em contato com água formam álcalis (bases) tal como a SODA CÁUSTICA. É claro!!!  <a href="http://hebertsato.wordpress.com/2008/09/03/da-reacao-de-saponificacao-a-redencao/">LEIA MAIS&#8230;</a></h3>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://hebertsato.wordpress.com/2008/08/07/reacao-de-saponificacao-a-reacao-de-engolir-sapo/" target="_blank"><br />
</a></p>
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		<title>Quem fala demais esconde a verdade?</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 19:47:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(&#8230;) Enfim… o que é comunicar-se? Acho que é estar ali, diante daquela pessoa, naquele exato momento. Não é falar sobre o passado – pois ele não está mais ali. Relações baseadas apenas no passado não são mais reais. Vivem apenas de memórias. É memória não é fato – não mais. Não é falar sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=escoladeser.wordpress.com&amp;blog=3010183&amp;post=310&amp;subd=escoladeser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 10]&gt;--></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/08/leticia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-233" src="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/08/leticia.jpg?w=468&#038;h=81" alt="" width="468" height="81" /> </a></p>
<h2 class="MsoNormal"><a href="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/08/leticia.jpg"></a></p>
<h4 style="line-height:normal;">(&#8230;) Enfim… o que é comunicar-se? Acho que é estar ali, diante daquela pessoa, naquele exato momento. Não é falar sobre o passado – pois ele não está mais ali. Relações baseadas apenas no passado não são mais reais. Vivem apenas de memórias. É memória não é fato – não mais. Não é falar sobre o futuro – ô mania nossa de querer construir uma imagem pessoal falando de nossos “planos”, das coisas que faremos dali a um mês, das nossas idéias geniais…<a href="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/08/leticia.jpg"> </a><a href="http://educarviver.wordpress.com/2008/08/27/quem-fala-demais-esconde-a-verdade/">LEIA MAIS&#8230;</a></h4>
<p><a href="http://educarviver.wordpress.com/2008/08/27/quem-fala-demais-esconde-a-verdade/"></a></h2>
<h2 class="MsoNormal"><a href="http://escoladeser.files.wordpress.com/2008/08/leticia.jpg"> </a></h2>
<h2 style="text-align:center;"><a title="Comentários a respeito de coisas que me chamaram a atenção naquele dia. Alguma música, filme, video, frase…" href="http://educarviver.wordpress.com/category/comentarios-pessoais/">Comentários pessoais sobre as coisas da vida</a> <a title=" " href="http://educarviver.wordpress.com/category/praticas-de-meditacao/">Práticas de meditação</a> <a title="Ver todos os artigos arquivados sob Sem-categoria" href="http://educarviver.wordpress.com/category/sem-categoria/">Sem-categoria</a> <a title="Ver todos os artigos arquivados sob Sobre a filosofia espirita" href="http://educarviver.wordpress.com/category/sobre-a-filosofia-espirita/">Sobre a filosofia espírita</a> <a title="Ver todos os artigos arquivados sob Viver o presente" href="http://educarviver.wordpress.com/category/viver-o-presente/">Viver o presente</a></h2>
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